Economia de Planeamento Central

A expressão Economia de Planeamento Central designa um tipo de sistema econômico, característico dos países comunistas, em que o Estado possui e controla todos os de produção, especialmente o capital industrial. As economias que adotaram este tipo de sistema econômico são também caracterizadas por um planeamento econômico centralizado no Estado, o qual também determina diversas variáveis econômicas importantes como o preço de diversos bens, níveis de produção, etc. O caso de economia de planeamento central melhor exemplificativo foi o soviético, que vigorou no país desde a revolução soviética até ao final da década de 80. Atualmente na China ainda vigora um regime de planeamento econômico central, embora em diversas regiões do país coexista com o sistema de economia de mercado.

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Economia Paralela

Fazem parte da Economia Paralela as atividades econômicas que não são registadas oficialmente. São exemplos dessas atividades diversas atividades que apesar de legais não são declaradas às autoridades fiscais (agricultura de subsistência, serviços trocados entre familiares e amigos e muitas outras atividades produzidas e comercializadas mas não faturadas) e também todas as atividades ilegais (jogo ilícito, comércio ilegal de armas e de droga, prostituição, …).

Apesar de ocorrer em todos os países, a economia paralela assume especial relevo nos países menos desenvolvidos, onde os sistemas fiscais têm geralmente um controlo mais baixo sobre as atividades econômicas.

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Economia de Mercado

A expressão Economia de Mercado designa um tipo de sistema econômico em que as principais decisões quanto ao quê, ao como e ao para quem devem ser produzidos os bens são tomadas pelo próprio mercado. Opõe-se, portanto às designadas Economias de Direção Central em que estas decisões são tomadas pelo Estado. Pelo contrário, numa economia de mercado o papel do Estado na economia é reduzida ao mínimo necessário para garantir o funcionamento do próprio mercado, nomeadamente através da regulação, da fiscalização e da correção de algumas falhas de mercado. Da mesma forma, e ao contrário do que acontece nas Economias de Direção Central, numa economia de mercado a propriedade dos fatores de produção é privada e o mecanismo regulador é preço definido no próprio mercado, que atua com o objetivo de maximizar o lucros dos produtores e de maximizar a utilidade dos consumidores.

Atualmente, e nas economias modernas, os sistemas econômicos tendem para um misto entre a Economia de Mercado e o Estado-Providência, sistemas em que o Estado, além do papel de supervisão e regulação e de correção de falhas de mercado, assume também um importante papel social de redistribuição de riqueza.

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Economia Centralizada

A expressão Economia Centralizada (ou Economia de Direção Central) designa um tipo de sistema econômico em que as principais decisões quanto ao quê, ao como e ao para quem devem ser produzidos os bens são tomadas ao nível central pelo Estado. Opõe-se, portanto às designadas Economias de Mercado em que a intervenção do Estado na economia é reduzida ao mínimo necessário para garantir o funcionamento do próprio mercado.

Numa economia centralizada a propriedade dos fatores de produção é coletiva ou estatal e o mecanismo regulador da economia são os planos efetuados pelo próprio Estado, desenvolvidos com o objetivo de maximizar a satisfação das necessidades da população. Neste planos é definida toda a orientação econômica nomeadamente, os preços, as quantidades de bens a produzir, os locais de produção, etc., retirando toda a liberdade de atuação aos agentes econômicos. Esta forma de atuar sobre a economia obriga a um profundo conhecimento das necessidades dos indivíduos e dos fatores produtivos disponíveis pois só assim é possível determinar o quê, o quanto e o como produzir.

Apesar de alguns méritos que se lhe reconhece, nomeadamente a possibilidade de se atingirem situações de pleno emprego e de se evitarem as crises cíclicas características das economia de mercado, a falta de liberdade dos agentes econômicos e as grandes ineficiências decorrentes do não funcionamento do mercado livre levaram a queda da maioria dos sistemas de economia de direção central, restando atualmente um muito reduzido número de países com este sistema econômico.

Alguns exemplos de Economias de Direção Central são os casos da antiga União Soviética e dos países da sua esfera de influência, a maioria dos quais transitou já para economias de mercado.

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Economia

Segundo Paul A. Samuelson e William D. Nordhaus, Economia (ou Ciência Econômica) pode ser definida como a ciência que estuda a forma como as sociedades utilizam os recursos escassos para produzir bens com valor e de como distribuem esses mesmos bens entre os vários indivíduos. Nesta definição estão implícitas duas questões fundamentais para a compreensão da Economia enquanto ciência: por um lado a ideia de que os bens são escassos, ou seja, não existem em quantidade suficiente para satisfazer plenamente todas as necessidades e desejos humanos; por outro lado a ideia de que a sociedade deve utilizar os recursos de que dispõe de uma forma eficiente, ou seja, deve procurar formas de utilizar os seus recursos de forma a maximizar a satisfação das suas necessidades.

Estudo da Ciência Econômica:
Dito por outras palavras, a economia procura responder a três questões, as quais constituem os três problemas de qualquer organização econômica: o quê, como e para quem:
– O que produzir e em que quantidades? Quais os produtos e serviços deverão ser produzidos de forma a satisfazerem da melhor forma possível as necessidades da sociedade?
– Como os bens devem ser produzidos? Que tecnologias e métodos de produção utilizar? Que matérias primas deverão ser utilizados para produzir determinado produto? Como maximizar a produção tendo em conta os recursos disponíveis?
– Para quem são os bens produzidos? Como repartir pelos diferentes agentes econômicos os rendimentos disponíveis? Quem deverá ganhar mais e quem deverá ganhar menos?

Sistemas de Organização Econômica:
Da forma como as sociedades respondem as estas três questões resultam diferentes sistemas de organização econômica – nos dois extremos podemos distinguir duas formas de organização econômica alternativas:
Economias centralizadas (ou direção central) – neste tipo de economias as principais decisões quanto ao quê, ao como e ao para quem devem ser produzidos os bens são tomadas pelo Estado;
Economias de mercado – nestas economias é o próprio mercado (composto por quem oferece e por quem procura os bens) que decide a resposta às três questões que constituem os problemas de qualquer organização econômica.
Contudo, na verdade não existem atualmente sociedades que se encaixem em nenhum dos dois casos extremos expostos. De fato, todas as sociedades atuais estão organizadas em economias mistas na medida em que contém características quer das economias de mercado, quer das economias de direção central. Nas economias ocidentais, por exemplo, é o mercado que determina o quê, o como e o para quem produzir mas os Estados desempenham papeis importantes como sejam a supervisão e regulamentação das atividades econômicas, a oferta de bens públicos ou a repartição dos rendimentos pelos agentes econômicos.

Divisões da Economia:
Habitualmente, a ciência econômica é dividida em dois grandes ramos:
Microeconomia, estuda o comportamento dos agentes econômicos individuais (nomeadamente as empresas e os consumidores) consideradas quer isoladamente, quer nas suas relações mútuas;
Macroeconomia, estuda comportamento da Economia de forma agregada, através da análise de diversas variáveis econômicas globais (produção, consumo, desemprego, inflação, etc.).

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Econometria

A Econometria é um ramo da Economia desenvolvido nos países anglo-saxônicos a partir da década de 30 do séc. XX que, fazendo recurso da utilização de complexos modelos matemáticos e estatísticos, procura medir diverso tipo de fenômenos econômicos e construir empiricamente modelos teóricos. A econometria permite assim formular e quantificar as correlações existentes entre a variável que se procura explicar e uma ou mais variáveis explicativas.

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Dinheiro

O dinheiro é o meio de pagamento ou de troca, ou seja as notas e moedas ou mesmo os cheques utilizados para efetuar pagamentos. A aceitação generalizada do dinheiro como meio de pagamento é um fator imprescindível para o funcionamento dos mercados. Sem a existência do dinheiro e da sua aceitação por todos os agentes econômicos seria extremamente difícil a troca de produtos e serviços. O dinheiro funciona, portanto, como um verdadeiro “lubrificante” no mercado.

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